Existem oito tipos de clientes que se dividem em quatro grupos de um quadrante. Entre aqueles com maior poder de consumo e com características racionais e analíticas estão os vencedores e os exploradores. Para os vendedores a sensação de segurança, sucesso e poder são aspectos que eles buscam nas suas lovemarks. Por outro lado, os exploradores se identificam com empresas que lhe promovam aventura, como a Nikon.
Também com alto poder de consumo e com personalidade mais emotiva, estão os seguidores e os ostentadores. Para este grupo, a linguagem da marca deve promover tendências, exibicionismo e um forte desejo de ascensão social.
Na parte inferior do quadrante temos o grupo com menor poder de consumo e igualmente racionais – transformadores e batalhadores, preocupados com a família, com descontos e com a sustentabilidade no planeta. Para esses dois grupos, as empresas do coração transmitem valores que ajudam a cuidar do meio ambiente enquanto se preocupam com a valorização da cultura.
Com menor poder de consumo e forte caráter emotivo estão, lado a lado, os conservadores e os despretensiosos. Pela conveniência, esses consumidores compram as marcas que conhecem. São marcas que estão na família há gerações e que eles continuam comprando a promessa feita pela lovemark.
Conhecendo o perfil do público que atende, a marca consegue se relacionar usando a linguagem que mais chama a atenção. Por exemplo, a fanpage do McDonalds permitiu, temporariamente, que os Minions invadissem a página e interagissem com os usuários, ação que repercutiu positivamente para marketing digital da marca. Mas como prever a aceitação do público? O que diferencia um sucesso viral de um total fiasco (convertido em memes) nas redes sociais?
Basicamente, a análise correta do público. Ao analisar o perfil do cliente durante o planejamento de marketing digital – com os devidos filtros é fácil gerar uma campanha segmentada no Facebook e conhecer quem compõe o público de cada marca – a empresa tem condições de definir o melhor tom de voz para interagir.
Entre os atributos da marca, o tom de voz, a faixa etária, o vocabulário aceitável pela persona deverão ter uma unidade através dos canais que se propuser a falar. É por isso que a ação do McDonald’s é tão genial, pois brincou com as características dos Minions que assumiram o controle de uma página oficial.
Bom humor em uma ação inusitada conquistaram o público, mas não é preciso divertir o público para ele interaja. Exemplo clássico é a GoPro que, basicamente, investe muito pouco em marketing convencional, mas adotou um tom de voz que conversa com o seu público. Afinal, quem produz os vídeos são clientes que disseminam a ideia da empresa no Youtube.
Adotar uma persona e entender o perfil do público da marca é fundamental para se relacionar e entender os pontos de dor, as necessidades e as inspirações de cada segmento. Até a próxima!
