As pesquisas eleitorais resistirão frente à nova realidade digital?

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Os números da internet são impressionantes. Cerca de 2,5 bilhões de novos dados são gerados diariamente através da Web. Em um minuto, as pessoas enviam 204 milhões de e-mails, realizam 3.300.000 publicações no Facebook, trocam mais de 29 milhões de mensagens no WhatsApp e assistem a 4 milhões de vídeos no YouTube. Em um mês, são transferidos cerca de 30 exabytes de informações na internet, de acordo com o Discovery Institute. E esses números certamente aumentam a cada dia.

Hoje, já são mais de 3,4 bilhões de pessoas conectadas. No Brasil, já são mais de 100 milhões, segundo o IBGE. O volume de dados criado nos últimos dois anos é maior do que a quantidade produzida em toda a história da humanidade. Só no Google, 3,5 bilhões de buscas são feitas por dia.

Mas qual o impacto disso nas campanhas eleitorais? Enorme! E entre as mudanças que já podemos perceber está no desempenho das tradicionais pesquisas no pleito eleitoral. Não é arriscado afirmar que devido a essa realidade da Web, as atuais pesquisas de opinião pública estão cada vez mais obsoletas.

As Mídias Sociais tornaram o diálogo com o leitor mais próximo, fazendo dele um interlocutor ativo. Com elas, o leitor passou a emitir sua opinião para além de seu círculo, tornando-se, inclusive, um leitor influente. As Redes Sociais servem como um termômetro atualizado a cada segundo do que pensa a opinião pública, bem mais eficaz do que uma simples prancheta.

Há uma dificuldade crescente dos institutos em fazer pesquisas de intenção de voto com alto grau de precisão. Esse certamente é um dos fatores que explicam o fato de tantas pesquisas divergirem do resultado das urnas, mesmo quando feitas às vésperas das eleições.

Na última eleição para prefeito de São Paulo, o Ibope divulgou na véspera das eleições que o então líder das intenções de votos, João Dória, tinha 35% dos votos válidos. Um dia depois dessa divulgação, Dória foi eleito com 53,1%.

Uma informação espalhada pela Web no dia da eleição pode mudar seu resultado. E isso não é uma conspiração, mas um fato. São milhares de informações as quais os eleitores estão expostos, e tudo isso pode influenciar direto no desempenho dos candidatos.

Estimativas conservadoras mostram que o eleitor recebe na última semana antes de votar 150 vezes mais informações relevantes do que recebia dez anos atrás.

As Mídias Sociais mudaram de vez as eleições. E agora tornaram-se um enorme concorrente dos institutos de pesquisa. Lógico que as pesquisas tradicionais continuarão sendo utilizadas como ferramentas importantes de análise do eleitor e definições de rumo das campanhas, mas a credibilidade delas está cada vez mais abalada pela dificuldade de acompanhar a rapidez impactada nos eleitores pelas Mídias Sociais. Essa é a nova realidade.

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Cícero Mendes

Cícero Mendes

Publicitário, jornalista e consultor político. Atuou como Assessor de Imprensa da Prefeitura de Aracaju e do Governo do Estado. Foi correspondente do portal Terra em Sergipe e editor dos principais jornais locais. Assessora e presta consultoria a deputados estaduais e federais. Atuou na coordenação de mais de 20 campanhas eleitorais. É o principal executivo da Empauta Comunicação, empresa especializada em Marketing Governamental, Político e Eleitoral, com 10 anos de atuação.

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