Social Media

O que podemos aprender com as campanhas de Clinton e Trump nas redes sociais

Mateus Barboza
Escrito por Mateus Barboza

As redes sociais são muito presentes hoje na vida das pessoas, tão presentes ou mais do que outras mídias mais tradicionais. O papel das redes sociais na corrida pela presidência dos Estados Unidos da América pode ser analisada como um poderoso aliado na comunicação dos candidatos ou da oposição. A facilidade de uso e a onipresença das redes sociais, por estarem disponíveis em qualquer Smartphone, as tornam muito poderosas.

A eleição

A eleição norte americana desse ano foi a primeira com uma real participação das redes sociais. A disputa foi bastante polarizada e o resultado dessa intervenção foi um pouco controverso para o Facebook e o Twitter. Essas foram duas redes cruciais para construir uma percepção nos eleitores sobre a política americana e os candidatos que tentavam chegar à presidência, o republicano Donald Trump e a democrata Hilary Clinton. Números apontam que de cada cinco usuários das redes, um mudou de opinião política por uma publicação das redes sociais, a pesquisa foi realizada pelo Pew Research e publicada em Outubro, um mês antes do resultado que faria de Donald Trump, uma figura bastante forte e controversa, dito racista e extremista pela mídia, o novo presidente dos Estados Unidos.

Trump

Explorou o twitter como principal plataforma de comunicação da sua campanha para tentar fugir da mídia tradicional que dia após dia expunha seus comentários mais cabeludos para a população e tentava desvendar toda sua história e trajetória. O Facebook trouxe novas fontes de informações que também fogem da mídia tradicional, com perspectivas diferentes, e muitas vezes até falsas, e esse é a principal desvantagem das redes: em quem e no que acreditar?

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Twitter oficial de Donald Trump

Até Barack Obama publicou sua preocupação com as informações que são encontradas online dizendo que enquanto elas estiverem em redes sociais, como o Facebook, as pessoas vão acreditar – e esse tipo de informação gera vários absurdos. Por meio de um porta-voz, o twitter se manifestou também dizendo que transformar as redes em um bode expiatório ignora o protagonismo dos candidatos, dos eleitores e dos jornalistas em um processo democrático.

Hilary

Clinton resolveu seguir os passos de Barack Obama e adotou estratégias que visaram englobar mais do que a comunicação tradicional, a democrata possui contas em diversas redes sociais fazendo campanhas diferentes, como usar o Pinterest para abordar temas diversos, com fotos de mulheres inspiradoras e propaganda de itens de sua campanha. No spotify, a candidata possui mais de dois mil seguidores e aposta em músicas com letras inspiradoras que falam sobre força feminina e direitos humanos.

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Pinterest oficial de Hillary Clinton

Donald Trump juntou todas suas forças no twitter, publicando muitas polêmicas com um tom de voz provocador e até mesmo engraçado, mas na maioria das vezes seus tweets de mau gosto são muito mais compartilhados e vistos pelo mundo, e isso é uma das coisas que a internet pode fazer por você, te dar uma visibilidade mesmo que negativa, como no caso de Trump, que talvez dê certo, como deu.

O que podemos aprender com tudo isso? Os eleitores mudaram, a geração que vota hoje é muito mais tecnológica do que era antigamente e as estratégias de campanha precisam acompanhar essas mudanças, caso contrário seu nome não estará presente onde todos os seus eleitores estão.

Sobre o autor

Mateus Barboza

Mateus Barboza

Administrador, designer, social media, fundador do Marketing com Café, podcaster e fotógrafo por hobby.

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