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O crescimento dos e-sports e as novas possibilidades de marketing

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Jason Mello
Escrito por Jason Mello

Você já deve ter lido ou ouvido falar em Overwatch, League Of Legends, Dota 2, Battlefield e FIFA 2018. Para quem não sabe, estes são alguns dos jogos virtuais que possuem cenários altamente competitivos com federações oficiais, clubes e ligas nacionais e internacionais.

Os e-sports (esportes eletrônicos) são competições organizadas de jogos eletrônicos, especialmente entre os profissionais (pro gamers).

Os gêneros de jogos mais comuns associados com este cenário são os de estratégia em tempo real (Age Of Empires), luta (Street Fighter), tiro em primeira pessoa (Counter Strike), e MOBA (League Of Legends).

Para entendermos a magnitude deste cenário, o império do Lol (League Of Legends) começou em 2006, quando a Riot Games recebeu um financiamento de 15 milhões de dólares para seu desenvolvimento. Hoje, a empresa sediada em Los Angeles, na Califórnia, tem seu valor estimado de 1,4 bilhão de dólares.

O crescimento é frenético e o Brasil está no caminho

O crescimento dos e-sports está chamando muito a atenção. Segundo a empresa norte-americana Newzoo, a previsão para 2017 é que tanto a audiência quanto o lucro do setor cresçam ainda mais, podendo chegar a cerca de US$ 1,4 bilhão (R$ 4,2 bilhão) em 2020.

Em uma análise de mercado, a Newzoo classificou o Brasil como terceiro maior público dos esportes eletrônicos, com 11,4 milhões de espectadores.

Os esportes tradicionais precisam abrir os olhos

Em 2016, o número de espectadores da final do Mundial de League Of Legends superou a final da NBA do mesmo ano. Enquanto 30,8 milhões de pessoas assistiam à final do basquete americano, 43 milhões de pessoas acompanhavam a SKT Telecom (equipe coreana com mais títulos mundiais – ver imagem abaixo) ser tricampeã de Lol.

skt telecom

A SKT Telecom recebeu como premiação 2,6 milhões de dólares pela conquista. Foram 6,7 milhões de dólares como prêmio divididos entre os melhores qualificados do torneio.

No mundo, só o League Of Legends já possui mais de 100 milhões de jogadores ativos.

Enquanto isso, jogos como Dota 2 possuem 13 milhões de jogadores ativos, Destiny possui mais de 30 milhões e Overwatch 25 milhões. O fenômeno do momento é o PlayerUnknown’s Battlegrounds, que no mês de seu primeiro torneio oficial — o PUBG Invitational na Gamescom 2017 em agosto — ultrapassou o Lol em visualizações no Youtube e na Twitch.

Com tanta repercussão e tantas pessoas envolvidas interagindo com as competições, com os clubes e com os jogadores, é importante abrir os olhos para os esportes virtuais e pensar estrategicamente em como uma marca pode se beneficiar e ajudar o cenário a se desenvolver.

Patrocinando streamers

Uma das estratégias mais eficientes para quem tem, nos jogadores e nos espectadores de e-sports como público de interesse, é patrocinar canais do Youtube. Esta estratégia vem sendo bem utilizada, principalmente, por empresas dos setores de tecnologia. O canal abaixo, o GameplayRJ, costuma ser patrocinado por uma loja de eletrônicos. O canal possui mais de 5 milhões de seguidores, sendo um dos maiores streamers do Brasil (recomendo o canal).

GAMEPLAYRJ

Outra forma estratégica de anunciar é investindo em sorteios de produtos vendidos dentro dos jogos, como as skins, do League Of Legends. O canal Nicole Diretora (imagem abaixo) costuma utilizar muito desta estratégia, além de realizar também publicidade paga no início de alguns vídeos (canal recomendado também).

Nicole Diretora

No Youtube e na Twitch, principais canais de streaming atuais, há empresas que, como estratégia de marketing, convidam os youtubers para participarem de eventos, para conhecerem a sua sede, para assistirem à filmes e testarem jogos antes do lançamento e até mesmo para receberem conteúdos exclusivos dos jogos.

Investindo no cenário competitivo

Há quem vá além de investir só em streamers. Muitas empresas estão expondo suas marcas para os públicos dos esportes virtuais através de campanhas e estratégias mais ousadas, como a Kabum, uma das maiores lojas de periféricos para computadores que decidiu lançar um clube de League Of Legends. E, após vencer o Circuito Desafiante do CBLOL (Campeonato Brasileiro de Lol), conseguiu o acesso para a primeira divisão. Segue trecho retirado diretamente do site da Kabum E-sports:

Com a vitória no Circuito Desafiante, a KaBuM! e-Sports inicia agora uma nova etapa de trabalho, focada na elite nacional de League of Legends, o Campeonato Brasileiro de LOL – CBLOL 2018. Dentro da proposta de ampliação dos investimentos, a organização trouxe a público uma novidade para o fortalecimento de sua comissão técnica, a contratação de um Head Coach estrangeiro, o franco-canadense Jean-François Caron.

As arenas também podem ser patrocinadas

Patrocinar espaços voltados para e-sports é um outro método para divulgação ou até para uma ação. Os espaços estão cada vez mais preparados para receber eventos do gênero. O espaço é aberto ao público e podem ser realizadas competições, geração de conteúdo, encontro com comunidades e youtubers, além de que você pode patrocinar o local com a sua marca.

arena lol

Na foto acima temos a Final Mundial de League of Legends 2014 que reuniu mais de 40 mil pessoas na Coreia do Sul. Assim como podemos investir nas arenas, podemos investir nos eventos, como a maior feira de games da América Latina, a BGS (Brasil Game Show) que, só em sua edição de 2016 teve mais de 300 mil visitantes. Imaginem quantas ações podemos fazer no local e transmitirmos ao vivo do evento?

A propaganda ainda prospera

A famosa Old Spice, empresa americana de desodorante corporal, patrocinou o campeonato de Overwatch mantendo a mesma linha de comunicação da marca no torneio e disponibilizando propagandas na televisão, no Youtube, na Twitch, no Facebook e dentro do próprio game. Esta estratégia de patrocinar campeonatos também é utilizada em outros esportes, como o futebol: A La Liga, campeonato espanhol, é patrocinada pelo Santander e a Copa Libertadores é patrocinada atualmente pela Bridgestone.

As grandes corporações estão de olho

O time do Paris Saint Germain é um exemplo disto: recentemente, o PSG decidiu abrir o seu próprio time de e-sports, focado em League Of Legends e FIFA. O PSG eSports, como é chamado, já possui página no Facebook e já está disputando campeonatos.

Além das possibilidades citadas, temos outras inúmeras formas de nos fazer valer dos e-sports, seja como a Fisk que desenvolveu um storytelling com a Keyd Stars (um dos clubes brasileiros de maior relevância nos e-sports) ou como a CI Intercâmbio realizou uma campanha com os jogadores de Lol. Basta você estar atento às novidades e pensar de forma estratégica, sempre respeitando os públicos e o cenário envolvido.

FontesMeuPS4, Kabum, IGN, Estadão, Newzoo.

Sobre o autor

Jason Mello

Jason Mello

Sócio-Diretor de Marketing da Agência Lorean, é altamente competitivo e louco por qualquer jogo ou esporte que possa render uma aposta honesta, além de ser apaixonado por marketing em todas as suas formas, tecnologia, política e astronomia.

Sofre toda a semana uma piada sobre sexta-feira 13 diferente.

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