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Fontes fantasia: o que são e como usá-las?

Fernanda Ferreira
Escrito por Fernanda Ferreira

As fontes fantasia tomam conta na hora da produção de conteúdos imagéticos, porém muitas vezes o uso excessivo dessa ferramenta torna a peça poluída ao invés de diferenciada.

Sabe a fonte usada para escrever Harry Potter? Ou aquela super legal usada n’A Noiva Cadáver? Saiba que elas são fontes fantasia! Dentro das várias classificações e divisões de fontes existe as fontes fantasia. Elas não seguem nenhum padrão e nem existem regras na hora de criar uma.

Na maioria das vezes esse tipo de fonte é utilizado para algum projeto especial, seja para capa de filmes, livros, usadas em vídeos e peças publicitarias. As fontes fantasia chamam a atenção e são bem famosas – quem nunca usou a Comic Sans? -, mas muitas vezes são aplicadas de forma exagerada. Para evitar isso, aprenda abaixo como e quando usar essas fontes.

Ainda não há uma classificação definida sobre as fontes fantasia, justamente porque elas estão constantemente se renovando, mudando e inovando. Antes identificadas apenas como aquela tipografia enfeitada, com desenhos e formas diferentes, hoje as fontes fantasia incorporam até mesmo o efeito de textura em sua composição.

Por isso, sua utilização depende muito do conteúdo que será elaborado, do público que vai consumir essa mídia (seja um flyer, outdoor ou uma imagem na Internet) e da mensagem que se quer passar. Existem vários tipos de fontes fantasia e ainda muitas possibilidades para se criar uma, logo, muitas possibilidades de uso.

Em geral, essas fontes se aplicam em trabalhos mais descontraídos e/ou que são feitos pensando em um público bem específico e segmentado. Por exemplo, em um cartaz para uma convenção de quadrinhos, você pode utilizar uma fonte fantasia que lembre a tipografia usada nas HQs. Outro exemplo: no menu de um restaurante tailandês, é totalmente aceitável usar uma fonte fantasia com características mais asiáticas.

Porém, alguns cuidados com o uso desse tipo de fonte devem ser tomados. O primeiro é entender o contexto do que está sendo elaborado, e não usar uma fonte fantasia só para “ser diferente”. Sempre tenha em mente que a escolha da tipografia deve ajudar a construir o sentido da mensagem, e não dificultar essa comunicação. Por isso que uso dessas fontes é mais indicado para partes de destaque de um texto ou peça, por serem muito diferentes podem atrapalhar o fluxo de leitura. Imagine ler um livro ou texto na internet todo escrito com a fonte igual a de Harry Potter, seria terrível!

Voltando aos exemplos acima: se todas as informações daquela convenção de quadrinhos – indicação de saídas, postos de informações, tabelas de horários e localizações etc – forem feitas com uma fonte fantasia, isso pode acabar atrapalhando a experiência de quem for ao evento. Já no menu daquele restaurante tailandês, se não apenas o nome do restaurante, mas todos os pratos do menu forem impressos com fontes fantasia, isso deixaria justamente de destacar o nome do local.

Ou seja, a utilização de fontes fantasia pode ser um ótimo recurso para dar mais personalidade e irreverência para o seu trabalho; porém, esse uso deve ser muito bem pensado, levando em conta o contexto da tipografia e evitando exageros. Assim, você conseguirá produzir peças criativas e inovadoras sem correr o risco de parecer exagerado e até mesmo amador.

Esse post foi uma colaboração do Rodrigo Rodrigues da Acesso Shop, umas das melhores empresas de tecnologia e gestão.

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Fernanda Ferreira

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